Há mais de uma década atrás quando fiz 16 anos, lembro que minha mãe tinha o sonho de me ver um cientista estudando e apresentando artigos pelo mundo. Enquanto estava no primeiro colegial tentamos organizar um período de seis meses no Canadá, onde eu teria a oportunidade de estudar inglês, porém, a vida me apresentou a uma pessoa muito especial, hoje minha esposa, e o sonho do intercâmbio ficou arquivado bem fundo na gaveta das coisas a se fazer um dia.

Terminei a escola, me formei, morei em um centro de meditação, trabalhei em muitas áreas diferentes e eis que, sem mais nem menos, alguém resgatou o intercâmbio empoeirado do fundo da gaveta e jogou no meio da mesa sem pedir licença.

Matriculado no doutorado da melhor Universidade da América Latina, me vejo hoje seguindo a trilha científica que nunca imaginei seguir e daqui a 159 dias parto para outro país para experimentar uma nova cultura.

Mas ninguém envelhece à toa.

Disseram na Universidade que eu iria para a França, organizaram os contatos, serviram a mesa, o café e a baguete. E quando todos me viam fazendo biquinho de boina, peguei minhas tralhas e fui seguir outro caminho: 5 meses de intercâmbio na Índia.

“Mas Índia? O que você vai fazer na Índia?”, foi a pergunta que mais ouvi nos últimos meses. Rapidamente desenvolvi um texto resposta padrão que agrada aos ouvidos alheios, mas pouco tem a ver com a verdade.

Sinceramente, não sei o que vou fazer lá, estou apenas seguindo minha consciência. Já dizia Raul, que dizer, Krishna: “é melhor errar por si mesmo, do que acertar pelos outros”. Sabe, errar exige muita coragem…

Volto em breve.